Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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terça-feira, junho 26, 2012

The Atomic Bitchwax, As Putas Atômicas de Cera


The Atomic Bitchwax, As Putas Atômicas de Cera
Luiz Carlos Barata Cichetto

Uma das coisas que mais fascinam minha pessoa é a descoberta de coisas diferentes e principalmente criativas em termos de Rock'n'Roll. Com a Internet isso acabou sendo facilitado, não sendo incomum descobrir bandas que eu, apesar do longo tempo de estrada, não conhecia. Geralmente por acaso, um link carregando a outro e de repente está lá: uma nova preciosidade. E ontem, dia de meu aniversário, essa descoberta teve o gosto de presente. Alguém colocou um "link" do Youtube de uma música.. E dai, clica daqui, de acolá e alhures.... E cheguei a uma das melhores coisas que escutei nos últimos tempos: "The Atomic Bitchwax", que numa tradução livre significa algo como “Puta Atômica de Cera”, um trio americano com aquela formação básica de Guitarra/Baixo/Bateria.

“The Bitchwax Atomic” surgiu em 1992 no estado de New Jersey, Estados Unidos, como um projeto paralelo do guitarrista Ed Mundell, do Monster Magnet, do baixista e vocalista ex-Godspeed  Chris Kosnik, e do baterista Keith Ackerman. Apenas depois de quase sete anos o trio grava e lança seu álbum de estréia auto-intitulado álbum de estréia. 

Bebendo na fonte caudalosa da música dos anos 70, especialmente da Psicodelia, do Space Rock e do Hard Rock, o The Bitchwax Atomic passa então a produzir um Rock de alta octanagem, ou seja, incendiário e explosivo. O primeiro disco da banda sai em 1999 pelo selo independente MIA,  que faliu apenas um ano mais tarde. Felizmente, o grupo foi imediatamente abocanhado por Tee Pee Records, por onde lançam o segundo disco, em 2000, "Atomic Bitchwax II", que firma o explosivo Mundell como estrela da banda.  No início de 2002 lançam seu terceiro disco para um terceiro selo, o Meteor City, "Spit Blood", um EP. Após o lançamento, Mundell retorna ao Monster Magnet e Kosnik começa uma nova banda chamada Black NASA prenunciando o fim da banda. Em 2005, Kosnik e Ackerman, desta vez com Finn Ryan (ex-Core) na guitarra remontam a banda e lançam "3", o terceiro álbum, em Junho de 2005 através da Meteor City. Em 2009 lançam "4" e em 2006 sai uma coletânea "Boxriff" que inclui um DVD ao vivo filmado na Tavern Seattle Sunset, como bônus. Em 2009, Ackerman deixa o grupo e em seu lugar entra Bob Pantella e eles lançam "TAB 4" que inclui uma sensacional versão de "Astronomy Domine", do Pink Floyd.  Em 2011 o The Bitchwax Atomic lança "The Fuzz Local", ostentando uma faixa única de 42 minutos. E com um detalhe: totalmente instrumental, bem ao estilo das grandes bandas de Rock Progressivo dos anos 70. E Junho de 2012, a banda inicia a turnê de divulgação de “The Local Fuzz” por toda a Europa. A agenda da banda exibe 20 datas de show, apenas no mês de Junho de 2012, incluindo Itália, Alemanha e Áustria.

O interessante na biografia da banda é que o site oficial parece ignorar as formações anteriores, pois em "Bio", falam da história da banda apenas com base na formação atual. "Chris Kosnik, Finn Ryan, e Bob Pantella começaram a planejar suas carreiras musicais de volta em meados dos anos 90 influenciado pelo Rock e anos 70 grupos progressistas que vão de Black Sabbath a Parliament Funkadelic...."

Enfim, o "The Atomic Bitchwax" é uma banda que demonstra que, ao contrário do que muita gente alardeia por ai, o Rock não está dormindo, muito menos morto, basta que as pessoas parem de escutar as mesmas coisas do passado, apenas porque são velhas e ou que parem de atirar pedra em todas nas bandas novas, apenas porque são novas. Existe o novo e existe o velho. E existe o atemporal. E o Rock, por principio e na essência é atemporal. E os tempos estão mudando, já disse no passado Bob Dylan, o velho. 


26/06/2012

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