Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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sábado, agosto 18, 2012

Filosofia na Orgia



Filosofia na Orgia
Barata Cichetto

Sentes junto a mim e escute as histórias que eu lhe conto
Mas antes saiba que aquele que conta aumenta um ponto
Preciso lhe contar sobre os prazeres santos dos anjos traídos
E sobre demônios que não gozaram o gozo de deuses caídos.

Dispamos nossas roupas, pois é mister a total nudez
A entendermos os mistérios da alma e da sua sordidez
Que tal afagar meus cabelos e escutar minha história
Falando, eu conto casos sobre a dor e sobre a escória.

Deixa eu lhe contar sobre batalhas e guerras, igrejas e crentes
Sobre a mentira de Deus e as verdades nos olhos das serpentes
Ao mesmo tempo em que enfio em sua buceta meus dois dedos
E mexendo descubro que a dor é apenas outro de seus segredos.

Senta e escuta a história, mas senta em cima do meu pau
Deixa enterrado em sua buceta enquanto falo sobre o mau
Suba e desça, suba e desça, pois antes mesmo que anoiteça
Iremos explodir de tesão antes que a paixão ainda apareça.

Enquanto eu conto a história, grita e arranha meus ombros
Unhas são facas, podem transformar desejos em escombros
Deixa eu enfiar meus dedos no seu cu e apertar a sua bunda
Mais a história segue e mais sua buceta em meu pau afunda.

Deixa agora eu contar um detalhe ainda pouco conhecido
Portanto tenho que lhe contar com a língua em seu ouvido
Sei que neste momento estremecerás em elétricas correntes
E quando o segredo acabar tremerás em orgásticas torrentes.

Sabia que em Esparta, meninos eram soldados desde crianças 
Comiam sangue e eram fortes, educados a não ter esperanças
Parceiros a eles eram sempre do mesmo sexo, um ao outro a foder
Mas o Rei sabia que amantes em uma guerra aumentam seu poder.

Agora que sabes da tática bélica espartana, ficas de joelhos no leito
Que meu pau penetrará em seu cu, e lentamente, segurando seu peito
Eu a farei lançar gritos que entre a filosofia do prazer e da dor imensa
Será meu instrumento de dominação, e seu cu será minha recompensa.

Suas unhas em minhas costas, meus dedos em seu rabo enfiados
Porque será que nós dois somos um com o outro tão desconfiados?
De minhas costas escorre puro sangue, de seu cu puro prazer
Confie em mim, acredite nas histórias que eu venho lhe trazer.

Trago histórias de um tempo em que a morte não era de morrer
Um tempo em que a mágica era magia, sangue não de escorrer
Histórias alegres sobre um tempo em que fadas eram crianças
E as crianças eram fadas sob a forma de sonhos e esperanças.

Preciso interromper a narrativa, pois desejo aos bicos dos seus peitos
Transitar minha língua, lamber os bicos de rosas em círculos perfeitos
Subas aos céus, desça aos infernos, grite igual a deusa do paganismo
Enquanto chupo seus peitos e penso o quanto acredito em cristianismo.

Preciso agora lhe contar sobre a dor que sentia o ditador ao ser deposto
Enquanto meu pau endurecido explora sua boca e a pele do seu rosto
Ao ditador cabe a prisão, a tortura e a morte sem que ninguém o socorra
Em sua boca cabe apenas o prazer de ser preenchida de minha esporra.

Quero lhe contar sobre a história da pequena princesa de olhos negros
Estuprada pelo guardião do templo, traiu aos romanos e deu aos gregos
Mas ainda triste, a pequena não queria apenas ser uma doce princesa
Partiu então em direção á Lesbos, onde seria eleita a Rainha da Tristeza.

Mas enquanto eu conto, minha querida e doce prostituta do universo
Chupe meu pinto, que prometo que a cantarei em prosa e em verso
Enquanto falo sobre filosofias, políticas e lhe conto sobre minhas lutas
Deixe que eu goze em sua boca, que eu a elegerei a Rainha das Putas.

Ainda tenho muita história a contar, portanto não durma ainda que noite
Tenho que lhe falar sobre o chicote, dores e sobre os prazeres do açoite
Pegue daquele chicote, deixe que eu marque suas costas e suas pernas
Assim entenderás o prazer e assim saberás o que são as paixões eternas.

Pegue de sua pequena mão, segure a cabeça do meu pau, meu pinto
Suba e desça, desça e suba, acima e abaixo, é gostoso o que eu sinto
Minha mão quase inteira com exceção do polegar penetra em sua vagina
E não há filosofia que possa entender o prazer de masturbar uma menina.

Oh, doce criança! É doce o paladar de sua buceta, raro perfume o cheiro
Lindo ouvir o som de minha língua, estalando igual ao chicote do cocheiro
Esplendido sentir na língua cada cavidade, ver os grandes e pequenos lábios
E a história chega ao fim, pois o prazer emudece o maior dos grandes sábios.

Coloque agora as roupas, vista a calcinha, meu esperma irá carregar consigo
E até que urine ou até que outro lhe conte histórias eu ainda serei seu amigo
Um dia fui Rei e fui deposto, mas retomarei meu reinado e minhas oferendas
E pegue meu dinheiro, que é o preço que tenho que pagar por minhas lendas.

11/11/2006
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97

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