Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Palavrão é Só Uma Palavra, Porra!


Palavrão é Só Uma Palavra, Porra!
Luiz Carlos Barata Cichetto

“Uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocábulo que pertence à categoria de gíria e, dentro desta, apresenta chulo, impróprio, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto de vista de algumas religiões ou estilos de vida. Palavras de baixo calão, calão de baixo nível em Portugal ou simplesmente, palavrões, são formas inadequadas na norma culta da língua portuguesa e geralmente usados de forma popular e coloquial, exceto por licença poética.” - Wikipedia

Ao falar lanço perdigotos no ar. Meus peidos nunca são silenciosos. Ah, sim, gosto de cagar, mijar e trepar. Por que não posso usar as palavras corretas? Acusam o palavrão de ser incorreto, o julgam como pária e o jogam à cela da proibição. Que preconceito tão idiota é esse contra determinadas palavras? Estabelecem palavras que podem e outras que não podem, classificam-nas de acordo com faixa etária, horário e local. As 11 da noite até as 5 da madrugada eu posso falar em cagar, mijar e trepar, mas fora desse horário tenho que falar em evacuar - que aliás é mais feia do que cagar -, urinar e fazer amor.

E assim é a norma perante crianças, velhos e idiotas: não posso usar as palavras corretas. Como se existissem palavras corretas! Deixam crianças expostas à violência e ao consumo desenfreado, mas não a palavrões. Uma criança assiste programas violentos de televisão, é induzida a achar normal o consumo exacerbado, mas a simples menção da palavra porra, causa ira em seus pais. Porra, o palavrão é uma palavra como outra, criada para expressar uma ideia  normalmente de forma veemente, taxativa, convicta. Apenas isso. Acho que preciso estudar um bocado para entender de onde surgiu a idéia de merda de taxar determinadas palavras como proibidas e incorretas.

Falam a palavra amor com a boca cheia, mas esta sim é um enorme palavrão na maioria delas. Posso falar amor, mas não posso falar tesão, tenho que chamar meu pinto de pênis e não de caralho! E não falo em garota de programa, mas falo em puta que é o que são. O que chamam de palavrão é mais direto e honesto e é por isso que não o admitem. Inventaram de proibir algumas palavras, relegá-la à noite e aos adultos, enquanto deixam a solta a perfídia, a hipocrisia e o mau-caratismo.

Mas há também aqueles que usam do palavrão da mesma forma desonesta daqueles que o proíbem. Usam do palavrão para chocar e chamar a atenção. E em defesa da livre expressão, digo que o palavrão não é puta nem dama, não é certo nem errado, é apenas uma palavra qualquer que pode e precisa ser usada em qualquer horário, com qualquer pessoa, independendo da idade e estado de saúde. Todas as palavras precisam ser usadas. Mas todas, inclusive o palavrão, dentro do contexto certo. Eu falo palavras, palavrão é apenas mais uma, apenas uma palavra que carrega intensidade! Entendeu, porra? Se não entendeu, foda-se!

E foda-se se o palavrão não é norma culta, é linguagem de puta, de bicha e filho da puta. Então, pense que sou Poeta, e o sou 24 horas por dia, então faço do palavrão meu cotidiano, sob licença poética!




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