Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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quarta-feira, março 27, 2013

Desabafo

Desabafo

Quarenta anos ao menos é o tempo que separa o agora, quando acredito que a poesia está morta, do momento em que sorridente mostrei a uma amada platônica meu primeiro poema. De lá para cá, foram milhares, boa parte jogada no lixo de papel ou na lixeira do computador. Não nasci poeta na Internet. Ela, a Internet e todas essas merdas de redes sociais são uma mentira, uma fraude. Queria mesmo é que, como num filme de ficção cientifica, todas as redes de computadores explodissem e desaparecessem para sempre. Ah, é legal para encontrar amigos que não vemos que não encontramos há trinta anos? Se tivemos um amigo que já não vemos há tanto tempo é porque não éramos tão amigos e, portanto ele deve ficar lá, esquecido. Garanto que me acostumaria com a inexistência da Internet em menos de uma semana. Quem sabe, então, as pessoas possam se dedicar mais às conversas, à leitura... Quem sabe as pessoas possam viver mais e melhor, sem serem atropeladas pelo tempo que acham que passou rápido demais, mas que foi desperdiçando na frente de um computador, à volta de bobagens que não tem a menor importância. Há quarenta anos, quase, publiquei meu primeiro poema num "jornalzinho" mimeografado, depois outro e outro... Até um livro inteiro assim. De mão em mão, de boca em boca, era assim que existia a poesia. E agora? O que temos? Avatares, perfis, mensagens... Tudo parecendo mensagens numa garrafa que nunca serão encontradas num mar revolto que quer aparentar serenidade... Ah, estou cansado!



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