Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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domingo, junho 21, 2015

Barata Sem Eira Nem Beira 2015 - Programa 10

Poesia: Tabacaria - Fernando Pessoa por Antônio Abujamra - Provocações

Poesia: Barata - Por Que Eu Não Falei das Flores
Jethro Tull - Nothing Is Easy
Joe Cocker - Delta Lady
Faith No More - War Pigs (Live)

Poesia: Lou Reed - The Raven (Edgar Allan Poe)
Rata Blanca - La Leyenda Del Hada y El Mago
The Runaways - Johnny Guitar
Cassia Eller Rock In Rio 2001 - Smells Like Teen Spirit

Poesia: Barata - Tarado
Mark Sandman with Treat Her Right - I Think She Likes Me
Mark Sandman with The Either Orchestra - Temptation
Morphine - You Speak My Language / Honey White

Poesia: Augusto de Campos - Os Corvos
Barata e Amyr - (Vitória) - 06 - Mil Novecentos e Noventa e Nove

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Por Que Eu Não Falei das Flores
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)

Queria escrever um poema falando das flores e da criança
Sobre quanto acredito no poder de amores e na esperança
E falar sobre a felicidade, jogos simples e sobre brinquedos
Queria falar sobre a coragem e fé, mas tenho meus medos.

Minha verve é maldita, talvez, e não conheço senão a tristeza
E se a poesia é minha alma, sua fealdade não permite beleza
Mas nem alma acredito, e espíritos apenas de carne de porco
E decerto não há nada ao que eu possa agradecer um pouco.

Queria mesmo usar palavras bonitas, falar de anjos e deusas
Mas ao pensar em anjos lembro de belas bundas lisas e tesas
E nas outras em orgias homéricas no Paraíso e vinho amargo
Sou perverso, acredito, e as marcas do mal comigo eu trago.

Não, não quero falar sobre bondade, beleza e cheiros doces
Quero dar murros nas cabeças de idiotas, tratar aos coices
A parte boa de mim é má e meu lado pueril é cheio de rugas
E se tenho que falar de algo, será sobre os ratos e as pulgas.

05/02/2015
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Tarado
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)

Agora preciso confessar, sou um tarado!

E nos nove andares da Andradas Meia Nove
Há muito tempo que nada anda ou se move
Muitas décadas que sua emoção não comove
E se as putas são doces, é algo que se prove.


Agora preciso confessar, sou um tarado!

Na São João, não tem mais putas bonitas
E nem feias, nem gordas, apenas sibaritas
Ficaram ricas e velhas, verdades sejam ditas
E se há putas, são todas elas hermafroditas.


Agora preciso confessar, sou um tarado!

Na Liberdade aquelas doces meninas quentes
Agora ficaram amargas, enrugadas e crentes
E não sei onde anda aquela mulata sem dentes
Que chupava o pau sujo de negros indigentes.


Agora preciso confessar, sou um tarado!

E no Paissandu onde meninas faziam chupeta
Havia uma puta que nunca dava a sua buceta
Mas agora ela apenas sabe bater uma punheta
A pastores que lhe retiram do corpo o capeta.

25/01/2015

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