Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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domingo, julho 19, 2015

Alucinação

Alucinação
Luiz Carlos Barata Cichetto
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Poesia não é apenas palavras, são códigos secretos que acessam a mente nos lugares mais escondidos. A poesia é a verdadeira revolução, porque é a única que mexe com todos os antros, bloqueios e trincheiras da mente humana. Muito além das ciências e tecnologia. Por isso criam situações caóticas em que a poesia não tem mais importância. Acordar e transformar em poesia o pesadelo... Bah, a poesia é que é meu pesadelo. Queria sonhar em comer duzentas fadas gostosas, mas sonho com.. Poesia.. Poesia não é fada, é foda! Então, foda-se e fada-se Não sonho mais. Insônia.. Não durmo e não sonho. Assim não tenho que acordar e escrever poesia. Toda porra de manhã escrevendo poesia. Fode meu dia! E foi Alice quem por ultimo chorou á beira da sepultura do coelho de lata, enquanto do outro lado do arco-íris o chapeleiro louco ria de tanto chorar. Alucinação 1: Zabriskie Point, o Vale da Morte, Daria, a personagem e a triz chupando meu pau no meio do deserto. Onde estará Alice... Cooper? Rock'n'Roll never die... And live and let die... 007, e o cavaleiro de sua Majestade Paul McCartney band on the run. Arnaldo estourou a cabeça no chão da 23 de Maio e depois criou uma Patrulha do Espaço. Onde é que está Rock'n'Roll nisso? Há Rock'n'Roll em quase tudo. Quase! Too old to Rock'n'Roll too young to die. And so... Live and let's Rock. Let it bleed, let's go! Going to California. Going to Chile. Atacama. Areias de Neruda, eu de bermuda. No deserto não há carteiros, nem poetas. Só poesia e tempestade. Alucinação. Escutar Cactus no Deserto. Há uma banda tocando nas dunas. Live in Concert in Atacama's Desert. Quero ir a Paris, Roma e Barcelona, beber do meu sangue europeu. Antes de morrer. Meia noite em Paris. Arco do Triunfo. Bastile Day.. Rush tocando na Torre Eiffel. Sem dinheiro não tem sonho. Nem na padaria da esquina. Alucinação rende poesia. Não dormi, não tenho sono, não tenho sonhos. Alucinação 2: uma puritana desgraçada chupando. Tenho asco daquela boca. Mas em minha ultima alucinação eu estava morto. Morto! E sabia que tinha morrido. Morto! E aquela morta-viva sabia e mesmo assim chupava meu pau da forma que nunca chupou quando era viva. Foi um dia? "Tem gente que já nasce póstuma", disse Frederico, que morreu, mas que em minha alucinação raspou o bigode e passou a se chamar Esmeralda. Alguém sabe jogar Buraco? Pega o morto, então! Citação: porque a pútrida poesia das putas é panaceia pérfida da patética pustulência perdida em prantos perfilados pelas perniciosas prenhas de perdão e a pendenga perdida põe-se a permitir pausas e pedidos de Poe, poeta parnasiano, promiscuo e profundo. Peidos petulantes. Pois!

18/07/2015

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