Barata Cichetto: Poeta, Escritor, Webdesigner, Editor
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sexta-feira, julho 10, 2015

Barata Sem Eira Nem Beira - Programa 13

Barata Sem Eira Nem Beira - Programa 13
13/07/2015

V de Vinganca - Quem é Você?
The Beatles - Revolution / Revolution#9
Texto: Gustavo Acioli - Nada a Declarar

Poesia:  Ciro Pessoa - Sobretudo (do livro Relatos da Existência Caótica)
Gentle Giant - Prologue
PFM - Four Holes In The Ground
Supertramp - Sister Moonshine
Violeta de Outono - Outono
V de Vingança - O Recital

Poesia: Marcelo Diniz - Ato I - A Dor
Judas Priest - Revolution
Pantera - Revolution Is My Name
Pink Floyd - Sexual Revolution
Raul Seixas - Requiem Para Uma Flor
V de Vingança - Idéias São a Prova de Balas

Poesia: Barata - Tempos Grossos (BG Aphrodite's Child - The System / Do It)
Rush - The Anarchist
Aerosmith - Dream On
Johnny and Edgar Winter - Rock & Roll Medley
A Chave do Sol - 18 Horas
V de Vingança - O Discurso

Joelho de Porco - A Ultima Voz do Brasil (Festival dos Festivais - 1985)
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Discurso de V de Vingança

"Boa Noite, Londres. Permitam que eu primeiramente desculpe-me por esta interrupção. Eu, como muitos de vocês, gosto de parar para apreciar os confortos da rotina diária, a segurança, a família, a tranqüilidade. Eu aprecio-os tanto quanto todo mundo. Mas no espírito de comemoração, daqueles eventos importantes do passado associados geralmente com a morte de alguém ou ao fim de algum esforço sangrento terrível, uma celebração de um feriado agradável, eu pensei que nós poderíamos marcar este 5 novembro, um dia que não é recordado, fazendo uso de algum tempo fora de nossas vidas diárias para sentar e ter um bom bate-papo. Há naturalmente aqueles que não querem que eu fale. Eu suspeito que agora mesmo, estão dando ordens aos telefones, e os homens com armas estarão aqui logo. Por que? Porque mesmo que a violência possa ser usada no lugar da conversação, as palavras reterão sempre seu poder. As palavras oferecem os meios ao povo, e para aqueles que escutarão, o anúncio da verdade. E a verdade é que há algo terrivelmente errado com este país, não há? Crueldade e injustiça, intolerância e depressão. E onde uma vez você teve a liberdade a objetar, pensar, e falar, você tem agora os censores e os sistemas de escutas que exigem seu conformidade e que solicitam sua submissão. Como isto aconteceu? Quem é responsável? Certamente há aqueles mais responsáveis do que outros, e serão repreendidos, mas a verdade seja dita outra vez, se você estiver procurando o culpado, você necessita olhar somente em um espelho. Eu sei porque você o fez. Eu sei que você estava receoso. Quem não estaria? Guerra, terror, doença. O medo começou melhor de você, e em seu pânico você girou para o agora alto-chanceler, Adam Sutler. Prometeu-lhe a ordem, prometeu-lhe a paz, e tudo que exijiu no retorno era seu consentimento silencioso, obediente.

Na última noite eu procurei terminar esse silêncio. Na última noite eu destruí o Old Bailey, para lembrar este país do que ele se esqueceu. Há mais de quatrocentos anos um grande cidadão desejou encaixar para sempre o 5 de novembro em nossa memória. Sua esperança era lembrar o mundo que a justiça e a liberdade são mais do que palavras, são perspectivas. Assim se você não visse nada, se os crimes deste governo permanecessem desconhecidos a você então eu sugeriria a você que passe o 5 de novembro em branco. Mas se você ver o que eu vi, se você sentir como eu me sinto, e se você procurar como eu procuro, então eu peço-lhe para estar ao meu lado em um ano, fora das portas do Parlamento, e juntos, nós daremos a todos um 5 de novembro inesquecível!!!"

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Gustavo Acioli - Nada a Declarar
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2007/09/394271.shtml

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