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quinta-feira, setembro 22, 2016

O Carneiro Rubro e o Pijama de Listras

O Carneiro Rubro e o Pijama de Listras
Luiz Carlos Giraçol Cichetto·Quinta, 22 de setembro de 2016
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Facebook é uma rede social que, pelos princípios básicos, funciona debaixo de uma fleugma estoica, que arremete ao socialismo como função e ao comunismo como meta. Dando voz idêntica a todos, acabando com o conceito de "formador de opinião", ou deformando-o ao ponto de considerar a todos como formadores de opinião. Acaba-se, assim, com o conceito de indivíduo e passa-se a empregar o coletivo como metal. Todos dentro dessa mídia social são, por ímpeto, necessidade imposta e desejo por vaidade, compelidos a explanar seus pensamentos, mesmo que sejam absurdos, mentirosos, e até mesmo infundados. A égide do politicamente correto, a maldição do pensamento socializante da arte, tudo isso corrobora a função esquerdóide de uma mídia criada para satisfazer os desejos mais rubros de ideologias que, num espectro quase cabalístico, transforma a todos em seres idênticos, iguais, sem líderes ou planejadores. Sem lideranças pessoais, sem liderados. Uma massa informe e desinformada, mas que pensa - ou pensa pensar - que pensa com seus próprios neurônios, sem perceber, propagam de forma beligerante determinada ideologia social. O papel do inocente inútil é o mesmo que o do inútil. Inocentes, aliás, sempre tem utilidade em qualquer sistema de controle humano. São analisados por doutores em ciências políticas, amado por ditadores e desprezados por outros inocentes. Os culpados não os toleram. Entre a grama e o grama, o Gramma. A grama é vistosa do outro lado da cerca. E o que nos cerca? É vistosa a grama. A secção da mítica e histórica prerrogativa do bom senso causa dano aos cérebros. Não há saída, pensam os pensadores. Não há entrada, pensam os tolos. Queimar roupas e bandeiras, cagar e protestar. A bunda é o que abunda. A confusão entre o cu e a bunda. E pouco importa o que a avó dizia, o que o padre escrevia, o que o pai vivia. Experiência que não conta a quem não tem. Não convém. A autoridade destruída, maioridade prostituida. Construída com poeira. A propriedade destruída. A igualdade construída. Sobre os ombros alheios. Massa de manobras? Massas não são manobráveis. Em massa. Mas em indivíduos. Falar sobre as massas, pelas massas, com as massas. Mas sob as massas apenas o fogo do forno crematório. E assim, a ideologia se propaga, diante dos olhos incrédulos dos listados em listas onde constam nomes de alijados do sistema, daqueles que, feito burros relincham no cerrado em busca de comida. O eclético, plural e duvidoso sobrepujando ao hermético; o estético com a mais valia sobre o ético. O hipotético sobre o poético. (Poesia é hipótese?) O hipnótico sobre o ótico. Ao ócio o ódio. Ao sócio o rocio. Rocinante carrega feliz Dom Quixote em suas costas, enquanto Sancho abana a cabeça, desolado. É assim, desta forma, que as redes e as mídias nos confortam, nos confrontam e nos afrontam. Pensar que o compartilhamento de informação nos torna libertos? Farsa! Pensar que a expressão de pensamento nos torna livres? Falsa! Pensar que sabemos o que estamos pensando? Falha! Falha! Falha! Numa foto há a falsidade, a ilusão, pois o que está a direita na foto, está à esquerda no fato. E tudo, no fim, são ilusões criadas em fotos. Não é a sem motivo que elegeram a imagem como verdade absoluta, não é sem motivo que te instigam a publicar sua vida em fotos em redes, na Internet. A imagem pode valer por mil palavras, mas de fato uma palavra pode destruir a validade de uma foto. Há um carneiro rubro usando pijama listrado em cada metro quadrado, em cada pixel de tela de computador ou de celular. É assim que enxergas a Rede que os abriga e lhe dá o conforto e a ilusão de que seu pensamento serve para algo que não seja de algum interesse financeiro ou jogo de poder? Errado, meu amigo. Errado, minha amiga! E não coloco "x" no gênero, a propósito.

15/09/2016 

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