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quinta-feira, junho 25, 2015

Necessidades

25 de Junho... Há 57 anos eu nasci.. Não nasci poeta, por que isso não se nasce.. Ninguém nasce poeta, ao contrário do que pensam os mais vaidosos. A poesia se torna uma necessidade, um talento necessário desenvolvido pelas circunstâncias, pelos meios e pelo fim que o justifica. Como ninguém nasce pedreiro nem engenheiro, nem assassino. Como nenhuma mulher nasce puta ou nenhum homem jornalista Segundo Karl Kraus, " a necessidade pode fazer de todo homem um jornalista, mas não de toda mulher uma prostituta" E tal e qual, tornei-me poeta, não jornalista, por necessidade, mas nunca me prostitui. Mas, por ironia do destino, a poesia nasceu em mim quando trepei com minha primeira puta, com dezesseis anos de idade, por pura necessidade. Necessidade? De quê?. E como a primeira trepada ela, a poesia não a puta, se portou mal, foi mal lida, mal entendida e foi rasgada, talvez lambuzada pelo esperma de outro cliente. Ah, a puta se portou mal também... Assim foi o destino da minha primeira poesia. Da puta, jamais esquecerei, mas da poesia nem lembro o primeiro verso. Coisa tola, aquilo. Um moleque que mal sabia onde era o buraco da buceta de uma mulher, que mal sabia como trepar, que mal sabia.. Fazer porra nenhuma. Nem poesia. E de lá para cá, quarenta e um anos depois, continuo tentando aprender a foder e a escrever poesia. Muitas outras foram jogadas fora por outras putas, Lambuzadas de porra de outros machos. E também foram muitas trepadas tímidas e mal dadas, com putas e com honestas, que nem todas as putas são desonestas e nem todas as honestas deixam de ser putas. Como nem toda poesia é. Há poesia honesta e poesia puta. Mas o que sempre busquei foi a poesia puta e as mulheres honestas, sejam lá quais forem os sinônimos de honesta e puta. E se há uma poesia honesta é uma poesia puta. Tenho dito. E feito. Há mais de quarenta anos, busco a poesia e a trepada perfeita. Não o poema nem a mulher perfeita. Não existem. Mas na imperfeição da minhas fodas e de meus poemas, busco sempre a honestidade do tesão. Tesão tem que ser honesto. Gozar na cara, entendem? Tem nojo da minha poesia ou de eu gozar na tua cara? É a mesma coisa. Não tenha nojo do meu gozo, seja ele de esperma ou de palavras. Ah.. A noite, minha primeira noite de um novo ano. Vou desligar o telefone, escrever três poemas e dar quatro trepadas. Ainda tenho fôlego e desejo para sete gozos numa noite. Já escrevi cerca de mil poemas, já fodi com cerca de mil putas. De todas não lembro o nome, mas os poemas estão guardados.. Ao menos aqueles que não foram rasgados ou usados como papel para limpar porra. E há tanto rascunho de poema, masturbação solitária.. Mas hoje, a primeira noite do resto da minha morte, nem quero escutar Rock. Prefiro o silêncio e apenas o som dos gemidos da ultima puta. Jorro! Squirt! Punheta! Cu e buceta! Poesia! Não nasci poeta nem amante. Um dia aprendo.

25/06/2015

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