Barata Cichetto: Escritor, Filósofo, Webdesigner, Editor Artesanal - Todos os Textos Publicados Têm Direitos Autorais Registrados no E.D.A. - Reprodução Proibida!
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30/01/2016

Limites

Limites
    Para R.

Barata Cichetto   
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais - Reprodução e Cópia Vetadas)


Eu estou sempre no limite de fúria e tesão
A dinamite e orgasmo na mesma explosão
Sempre a beira de um precipício imaginário
Ou ao centro de um orifício extraordinário.

Estou sempre a perigo correndo risco mortal
Não há nenhuma satisfação que me seja total
Cordas prendendo as minhas pernas e braços
E não sei a diferença entre porradas e abraços.

Não me sigas que me perco, se perca de mim
Procure o meu começo e encontre o meu fim
E o que agora eu amo, odeio em um segundo
Sem saber sobre o buraco em que me afundo.

Seguro nas mãos uma arma contra a cabeça
A minha ou de quem quer que me apareça
E se me arrasto ou me queixo da tua rejeição
É pelo resto do que deixo para a tua refeição.

Pinto o teu retrato das cores que te enxergo
E depois o apago como os olhos de um cego
Busco minha morte sem planos e por impulso
E arranco as cordas que prendem o meu pulso.

Céu e Inferno são minhas vizinhas fronteiras
Deuses e demônios guardam as suas porteiras
E numa guerra eterna travada dentro de mim
O mal e o bem transam sobre a relva carmim.

É certo que agora te use, errado que te acuse
E que das tuas carnes tenras eu coma e abuse
Pois há em mim a mesma tirania das crianças
Que punem aos adultos com doces esperanças.

Suporte meus acessos de ira e ataques de fúria
Que suporto teus excessos e palavras de injuria
E se não tolero comigo nenhuma frustração
Morro agora, mas não aceito tua contradição.

Receba meu afeto surdo até perder os sentidos
Aceite minhas culpas, desculpas e desmentidos
E entenda meus receios contra tudo o que vive
Pois em mim nada há e nada de fato sobrevive.

Preciso sossegar meu coração, afagar minh'alma
Mas onde anda o que preciso por minha calma?
E se deito e me masturbo buscando meu prazer
Apenas encontro a dor e o horror do desprazer.

Há buracos em mim e os preencho de vazio
Depois encho de cacos de ti e a sacos esvazio
E enquanto esperas que passe minha tormenta
Trago tempestades que da tua fome se alimenta.

Amarre meus pés e me aperte nos teus braços
Guarde-me na carteira, e junte meus pedaços
Escutes a meus gritos antes de chegar até a porta
Bebas de tudo de mim quando abrir a comporta.

E fiques longe de mim, que não quero estar a sós
Permaneça distante de si, desapareça diante de nós
Afasta-te daquilo que te mutila, corte-me a corda
Que estarei dormindo do jeito que não se acorda.

Manipule-me e te manipulo, chupe e te chupo
Mas não me desculpes, porque eu não te culpo
E se nas tuas fantasias brutas, bebes o meu mijo
Saibas que te saciarei com prazer, dor e regozijo.

Arrasta-te a meus pés e te chuto o rosto imundo
E por impulso te abandono só por um segundo
Mas se julgares a mim por meu caráter impulsivo
É certo que te tratarei feito a um inseto repulsivo.

Mas não temas, que mal algum lhe posso fazer
Pois tenho em minha bolsa um quilo de prazer
E se nas minhas carnes finas deixares teus dentes
Saberei que é paixão o que por mim ainda sentes.

12/10/2015

27/01/2016

Prefácio ao Livro "Manual do Adultério Moderno", Por Jorge Bandeira

Pervertidos de Todo o Mundo, Uni-vos!
Jorge Bandeira
 

Um Manual do Adultério Moderno com todas as características de obra inacabada, como se a gozada fosse interrompida no ápice da foda. A explicação seria biológica e não literária, pois as manifestações corporais tem limite, ao contrário das invenções e inovações de cunho litero-poético, e neste libelo pornográfico existe uma confraria de hereges e profanos de não mais se esgotar no tempo e no espaço, vitimados pelo maravilho fluxo de consciência de Luiz Carlos Barata Cichetto. Sade está tocando uma punheta no túmulo agora. São informações sexuais estapafúrdias, mas estranhamente possíveis, pois as neuroses humanas são infindáveis, são dinâmicas e o que é melhor, não são como as teias falsas da política: são todas verdadeiras e sem titubeios, não há rabo preso aqui, tudo se fode e é fodido. Um vodu da putaria desregrada, um ritual linguístico onde a língua penetra em todos os buracos do corpo humano, de animais, plantas e o caralho que exista em toda a imaginação planetária. Vômito e substâncias em profusão. São jatos aleatórios que se agrupam dentro de uma lógica sexual, ou um caos erótico, exorcismo sádico engendrado pelo poder de uma palavra criatura, palavra criada pela cabeça pensante e antenada de Luis Carlos Barata Cichetto, o representante oficial do Marquês de Sade para o Século XXI. O resto são migalhas que Barata rejeita neste mundo de escapadas ao convencional ululante, como diria outro pervertido odiado, o senhor Nelson Rodrigues. E haja putaria, pois a putaria é como um manifesto subterrâneo da alma humana que está aprisionada em todos e todas, ninguém assume, mas todos querem ou fazem na primeira oportunidade das madrugadas, nas fugas da vigília alheia. Homo Putaes Sapiens e não se fala mais nisso. O que é engraçado nisso tudo, apesar da seriedade do tema em questão, é que Barata também é sinônimo de Buceta (vide o dicionário do palavrão do Glauco Matoso!). A chave para se entender esta literatura, este ensaio sincero de um homem que tem a música e os livros em sua imensa cabeça de glande, ops, grande pensador contemporâneo é ativar no ato da leitura estes comandos que são fragmentados por pontos como se fossem um coito de cada vez, o que por si só já mataria qualquer um de exaustão sexual, uma overdose de sexo, com frases ditas como ejaculações e fluidos sexuais que nos desafiariam ao limite de nosso corpo. Prepare seu Viagra homens, batam muita siririca, mulheres, gays e lésbicas deleitem-se com o banquete de prazeres incontidos, e tudo isso com as bênçãos do Papa Francisco. Eis o que seria este livro de comilanças escrito pelo Barata. São frases diretas, citações de livros e músicas, tudo isso mapeado e colocado em nota de pontapé, com todo cuidado, pois aqui se pode ler até de camisinha para não se fuder mais adiante, ao longo de suas páginas, pois a pica do Kid Bengala ainda vive! O risco ao se ler também é evidente, o leitor trava uma batalha com seus impulsos mais recendidos, no universo destas palavras-nervo, uma nervura de corpo esponjoso como uma piroca que vai crescendo a cada página que se vira, em cada sofreguidão que o corpo e a cabeça absorvem do que está ali impresso para sempre. A nervura da mente não mente, despeja suas paranoias infindáveis, são como aqueles antigos filmes de putaria chamuscados pelo tempo e que agora o computador retrabalha para ficarem colorizados, vívidos, como se a putaria avançasse neste momento a cada um dos leitores, feito um jogo paciente de montar um quebra-cabeça da pica e da buceta, onde o último pedaço, a derradeira fatia que seria o gozo essencial, é deixado de lado, pois a foda não se completa tão facilmente por aqui. Ponto. As músicas viram orgias e zoofilias, elas estão aqui a serviço da putaria, espasmos se foram descomprimidos pelo Barata, imagine a cena como se o culhão do Robert Plant sem cueca espocasse a calça apertada num show do Led Zeppelin enquanto ele canta Stairway to Heaven e o Page aloprava naquele inesquecível solo de guitarra. É isso que é o Manual do Adultério Moderno, uma literatura onde nada se esconde, tudo, explicitamente, é mostrado ao leitor. Não aprecie com moderação. Viagre-se até explodir sua pica ou escancare a buceta e o cu até não mais aguentar de prazer. Tudo aqui está a serviço da putaria, dos fantasmas de pau duro, das bucetas incendiárias, dos cus piscantes de todo mundo, nesta confraria de Rabelais, nas galas ejaculadas de Pasolini assassinado, nas perversões lindas de Pauline Reage (História de O), nas confissões de Gaetane (História do I), este é um libelo de toda literatura erótica e pornográfica que você, leitor e leitora, já ousaram ler e fazer. Tente fazer algo do que estas páginas indicam e serás feliz, ou pelo menos vai ter um prazer, e prazer e gozo é o que há neste mundo fudido e mal pago. A gente aqui é fudido, mas goza junto. O sêmen da alucinação carrega pensamentos que se encontram e desencontram ao longo desta obra, numa espécie de urgência literária, de alguém que ou fode ou se fode. E ainda bem que o senhor Barata deu um basta nisso, ninguém pode fugir do sexo, ele é elemento perigoso e de utilidade pública, como as putas que equilibram a vida social, afinal, todo cristão tem tesão. Aqui toda a palavra foi possuída e nem me venha com exorcismo da palavra, deixe o Ç ir tomando no cu porque ele gosta. Deixe a letra A assim mesmo, bem aberta para levar vara. Deixe o B parecer estas tetas que você sente vontade de apertar. O alfabeto que forma este texto do senhor Barata é esta putaria mesmo. É como se o Zé Celso, bem velho agora, tivesse o último pedido atendido pelo gênio da lâmpada e fosse enrabar o dicionarista Antônio Houaiss. Isso é este livro. Eis a compulsão da palavra. As palavras também são estupradas, e elas gostam de fuder e de serem fudidas por aqui. Aqui o Rio Negro vira uma foda amazônica, Alice no País das Maravilhas vira Alice Cooper depois de experimentar o cogumelo da lagarta azul ou o chá de ayahuasca servido pelo Chapeleiro Louco de nome Syd Barrett. Eu não sei mais nem o que dizer depois de ler tudo isso numa cusparada só, vou para por aqui e tentar comer alguém, ou ser comido. Como diria o saudoso poeta pornográfico Marcileudo Barros: das coisas mais santas e sagradas deste mundo, eu gosto mesmo é de fuder.
    Jorge Bandeira
    Manaus, Setembro de 2015

23/01/2016

Outro Desabafo Inútil

Outro Desabafo Inútil
Luiz Carlos Cichetto
Dias atrás postei no Facebook um texto-desabafo sobre o destino de artistas que, como eu, são ignorados pela imensa maioria das pessoas, mas que teimam em continuar com sua arte. Entre "curtidas" diretas à postagem e compartilhamentos, chegamos a mais de 100.. Puxa, dirão alguns, é bastante... Bem eu tenho 2.200 "amigos" no Facebook. Então, matematicamente esse numero é ridículo. Acontece que estou acostumado a números ridículos. Mas acima de ridículos percentuais, acima de ridículos interesses, existe algo que muito me deixa perplexo, é saber do conformismo da maioria. Mesmo entre aqueles que concordaram comigo, a maioria ainda acredita que "é assim mesmo, o que podemos fazer?" O que pode fazer? Tem muito o que podes fazer. E garanto que a própria pergunta já é em si confissão de conformismo. Desânimo, claro, existe. Mas entre as pessoas que se conformam, e que com seu conformismo nos mantém com a cabeça enfiada na merda? Essas pessoas que se conformam nos mantém na miséria, sem sequer o conforto de uma palavra, de um elogio... Para não falar que a imensa maioria desses conformados, não compram nossos livros, CDs ou quadros. Não querem, muito mais do que não podem. A maioria, e tenho exemplos bem próximos que me provam isso, usam o "não posso" como desculpa para "não quero".

Falando por mim, estou acostumado a ser ignorado. E o fato de afirmar que estou acostumado a isso não quer dizer que me conformo. Até pessoas mais próximas silenciam à simples menção do meu trabalho literário... Não gostam? Ah, sim, há muitos palavrões no que escrevo... É isso? Claro que não. Quanto muito uma desculpa.. Mas, fico me perguntando: desculpa para o quê? O que faço é ruim? Minha poesia é ruim? Não, ela não é. Tenho consciência disso, tenho senso crítico apurado. Então, qual o motivo real? Nunca perguntei diretamente talvez por medo da resposta (?)

Ah, sim, as mesmas pessoas que criticam meus palavrões - o que é de uma hipocrisia filhadaputa - assistem programas violentos na televisão, por exemplo. E até expõem seus filhos a isso com uma normalidade absurda. Isso é: sangue e porrada na tela da TV pode. Gente se arrebentando na pancada pode. Palavrão não pode... E se acham donos da cultura. A maioria são fantoches criados nos laboratórios das faculdades.
E antes de terminar um adendo: não cursei nenhuma universidade, sequer o ensino médio, mas me orgulho sim dos livros que li, das putas, das bichas e das ex mulheres com quem aprendi o que sei. E de transportar esse mundo através da minha história para os meus poemas. Do que vocês tem medo, afinal? De mim? Ah, não tenham medo de mim e não me ignorem para tentar afastar de si o espelho. Não tenham medo do espelho.

22/01/2016

O Cordel Em Ritmo de Rock de Jorge Bandeira


A primeira vez que tomei contato com um texto do escritor, professor e diretor de teatro Jorge Bandeira, foi procurando textos na Internet sobre o líder-fundador do Pink Floyd Syd Barrett.

Um primoroso texto, escrito em parágrafo único, com uma "viagem" psicodélica que versava sobre Karine, a namorada naturista do musico inglês, que cuja foto nua ao fundo era a capa do seu primeiro disco solo.

O primoroso texto, publicado num site sobre naturismo e dedicado "a um floydiano chamado Genecy", me chamou tanto a atenção que deixei marcado nos favoritos do meu navegador e vez ou outra voltava e o relia, percebendo a nuance das cores apresentada, e os detalhes desnudados, literalmente. Isso foi por volta de 2010.

Alguns meses depois, quando eu escrevia alguns textos polêmicos no site de Rock Whiplash, travei amizade com Genecy Souza, que logo percebi ser um sujeito de refinado gosto por musica e dono de um bom senso a toda prova. O nome, um pouco estranho me bateu quase que de imediato, como a quem o texto do Bandeira era dedicado.  Era o próprio.

Por intermédio dele, fui apresentado (da forma como alguém é apresentado a outro alguém em uma rede social) ao Jorge.  Nascia ali uma amizade, uma parceira enorme que incluiu a edição de dois livros por parte da Editor'A Barata Artesanal, e a participação como  colaborador em todos os seis números de uma revista independente que eu criei no final de 2013e que durou 2 anos.

A marca de Jorge, além de outros textos, era justamente esses textos, em literatura de cordel, contando a história de ídolos do Rock e da musica em geral. Os seis primeiros cordéis foram publicados na revista, os demais criados especialmente para este livro.

Literatura de cordel é tida como algo menor, ao menos por aqueles acostumados à "grande" literatura urbana, como algo ligado à algo puramente "brasileiro", sem estrangeirismos. Então, ao misturar o mundo do Rock com o mundo da literatura de Cordel, Jorge Bandeira cria uma salada cultural  sem similares, com o sabor acre da literatura predominante no nordeste e norte brasileiros, com o sabor, digamos amargo do Rock. O resultado? Apreciem.

Luiz Carlos Barata Cichetto, Escritor e Artesão de Livros, 2016.

19/01/2016

Luto Por Mim. Luto Por Nós!


Ah, não chorem a morte de seus ídolos. Estão mesmo todos mortos. O câncer que matou Bowie, Lemmy, Dio e tantos outros não chegou até eles de outro planeta, nem de nada de fora deles. Fazia parte deles como suas canções e a cor de seus olhos.

E quanto a nós, artistas da fome, que morremos à míngua, sem apoio, sem direito a um mínimo sequer de conforto, sem às vezes o básico para sobreviver? E quanto a nós, que ainda teimamos em produzir nossa arte a despeito da imensa maioria burra e surda? E quanto a nós, o câncer também nos deitará?

Não é preciso! Estamos mortos há muito tempo, pela obsolência programada pela mídia, pela indústria cultural, pelas mentes corrompidas por migalhas políticas. Somos obsoletos, pois nos dedicamos à nossa arte e fazemos do talento apenas um pequeno ingrediente, e com trabalho produzimos mais e mais. Mais e melhor. Melhor e mais. Sim, escrevemos, fazemos vídeos, compomos, pintamos e bordamos, na maioria das vezes em trabalhos solitários em buracos sem ventilação, em quitinetes minúsculas e porões mal iluminados.

A mídia não nos enxerga, as pessoas não nos enxergam, cegas pelas falsas luzes brilhantes dos holofotes que jogam sobre seus olhos. Acham que são livres, mas são prisioneiros. Prisões sem grades. Acham que estão vivos, mas fedem dentro de sarcófagos de vidro e concreto.

E quanto a nós? Pessoas e artistas como eu, Barata Cichetto, e como Amyr Cantusio Jr., Del Wendell, Nua Estrela e tantos outros? Quanto à nós? Sobra o câncer? O que nos sobra?

E choram a morte dos ídolos.

Não chorem.

Eles estão mortos.

E quanto a nós?

"Qualquer estado, qualquer entidade, qualquer ideologia que não reconhece o valor, a dignidade, os direitos do homem, esse estado é obsoleto" (Rod Serling, no desfecho do episódio).

Luto por mim. Luto por nós! Luto!

06/01/2016

Alpha III Project - Ataraxia (Featuring Barata Cichetto)



Em Filosofia, Ataraxia significa quietude absoluta da alma. Segundo o epicurismo, o apanágio dos deuses e o ideal do sábio. Já na Psicologia, o termo é referido a uma doença psicológica relacionada a apatia extrema.  E é justamente essa relação, entre ser um elevado estado de espírito ou uma doença psicológica, que norteou a criação dessa obra de Amyr Cantusio Jr., através de seu projeto musical Alpha III.  Portanto, a A Ataraxia seria para alguns a busca de um estado mental, o nirvana, e para outros uma fuga total da realidade.

Convidado por Amyr, o poeta Barata Cichetto criou uma história, um épico, que conta a história de uma sociedade que vive em um planeta chamado Ataraxia.

A provocação, marca registrada dos dois autores, está intrínseca justamente na constatação da sociedade atual, cuja apatia pode ser confundida entre a busca por esse estado mental de "libertação", com a falta total de qualquer interesse. As religiões modernas são o melhor exemplo.

A obra foi composta para ser ouvida independente do poema. Portanto, a liberdade do leitor/ouvinte é total. O texto pode ser lido juntamente com a audição ou independente dela.

A arte de capa é da artista gaúcha Nua Estrela, que também é a criadora da capa de outra obra dos mesmos autores, a Ópera Rock "Madame X - À Sombra de Uma Morta Viva".



LINK PARA DOWNLOAD
(Arquivo compactado contendo capa encarte contendo o poema.)